Você chegou na minha vida feito um furacão, tirando tudo do lugar, deixou tudo de pernas pro ar e me virou do avesso, só não me decidi ainda se isso é bom ou ruim. Acabou com minha velha bússola interna que me indicava a direção, já não sei qual passo darei a seguir. Quando a gente não espera aparece alguém com o sorriso encantador, com o abraço mais aconchegante do mundo, com os olhos mais brilhantes que qualquer diamante que exista por aí. Aparece aquela pessoa que expande o seu universo paralelo, alguém que tira seus medos ou ao menos ajuda a enfrentá-los. Aparece alguém pra cuidar, pra proteger, mas só aparece quando você deixa de procurar no copo vazio e nos rostos moldados, ai você percebe que vale a pena, que vale a espera e todos os ''nãos'' pelo caminho, e aí percebe que chegou onde deveria estar. Percebe que poesia nenhuma vai conseguir interpretar o que você guarda no coração e tudo aquilo que você queria dizer. Percebe que receber aquele ''bom dia!'' logo pela manhã, não é ruim como pensou que fosse, e começa a desejar esse ''bom dia!'' todos os dias, sem cessar, sem cansar ou enjoar, porque é por ele que você da seu primeiro sorriso. Percebe que vale a pena cada palavrinha trocada e torce pra trocar tais palavrinhas durante todo o dia, por todos os dias. É muito mais que querer beijar, que querer estar perto, é querer beijar e querer estar perto todos os dias. É um tanto inevitável, não é uma questão de escolha, nós nos apaixonamos. Nos apaixonamos pelos olhares, aqueles que cruzam e até os que são desviados. Nos apaixonamos pelas qualidades e pelos defeitos. Nos apaixonamos pela igualdade, mas muito mais pela diferença. Me apaixono por cada imagem que crio de nós dois e me apaixono ainda mais, quando sem querer você acaba seguindo aquele tal roteiro imaginário que criei pra nós. O tempo passou e você chegou até mim, devo segurá-lo? Ou será que não chegamos um para o outro, e só estamos de passagem? Pode ser... Talvez isso não faça mais sentido daqui um mês ou dois, mas faz todo o sentido agora. Você não sabe, você nunca saberá o quanto foi fácil me apaixonar por você todos os dias, mesmo depois de todas as desilusões e dos inúmeros discursos de que o amor não valia a pena. Ando maltratando meu coração, esperando que tudo seja recíproco e que nos leve para algum lugar, mas talvez nós não sairemos do lugar, ficaremos empacados como a tempos estamos. A vida tem um jeito bem engraçado de curtir com a nossa cara, já reparou? Leva, traz... Leva de volta, devolve... Isso atormenta, machuca, mas cheguei a conclusão de que somos masoquistas e de que talvez tudo isso acabe valendo a pena. Na verdade, comecei escrevendo sobre a vida de um psicopata, era uma história bacana, ficaria um belo texto, porém, no meio do caminho notei que a história tomava um outro rumo, você entrou no meio dela, mesmo sem querer... Você estava lá, você está em todos os cantos ultimamente, em cada detalhezinho. Talvez eu tenha cometido todos os erros com você, e você comigo... E mesmo assim, aceito de bom grado que você entre na minha vida e bagunce tudo por aqui.
"Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportuno...
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