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Ressaca de amor, dói.

Olhando para trás e parando pra pensar, eu cometi muitos erros na minha vida, mas não me arrependia de nenhum, definitivamente, eu não conseguia. Deitar no travesseiro sempre me pareceu algo tranquilo e nada tirava meu sossego. Mas como eu disse, olhando para trás, bem lá pra trás...
Hoje, eu percebo que pequei em ter deixado você. Não deveria ter permitido que passasse da porta pra fora, nem se quer me importei com a chuva fina que caia. Do jeito que é frágil, deve ter pego um baita resfriado. Só, me perdoe. Deveria ter secado suas lágrimas, empurrado para fora toda a maldade que nos cercava e não empurrado você. 
Você merecia meus cuidados, menina, a melhor do mundo em todos os termos. Até nossos corpos tinham o encaixe perfeito, por que não me lembrei disso quando lhe mandei embora?! Você não sai das minhas poesias, meu amor, nem dos sonhos, nem dos traços dos meus desenhos e eu te preciso quase num desespero enlouquecedor.
Ah meu bem, você tem as mãos macias, daquelas que me fazem sentir todo amor do mundo em meio aos seus carinhos. Tem o perfume que nenhuma flor, nem a mais bela das flores, é capaz de irradiar. Por que te deixei partir quando deveria ter te segurado? 
Eu poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é só no seu endereço que meu coração sabe chegar. Hoje, não tenho sossego algum ao me deitar, encostar a cabeça no travesseiro me parece ameaçador, chega a me causas náuseas.
Um dia desses eu liguei o rádio de manhã pra ouvir qualquer coisa, uma das novas tragédias ou as piadas da programação, enquanto tomava meu café, que agora se tornou mais amargo. Eu liguei o rádio de manhã só pra ocupar minha cabeça, na tentativa de tirar você dos pensamentos. Depois de algumas músicas melancólicas e o cheiro do café invadindo meu olfato, eis que surge a primeira música que dancei com você, tocando nesse velho rádio, ainda consegui sentir como a gente girava e sorria, porque naquela noite, a gente só precisava... Da gente.
E meu amor, eu continuo precisando só da gente. Só do seu sorriso ao despertar. Dos seus olhares durante o jantar e dos beijos a me tranquilizar. Eu sei que agora, cabe o mundo em um abraço teu, mas por favor, me deixe ser teu mundo outra vez.
Egoísmo da minha parte te fazer qualquer pedido, te mendigar qualquer atenção ou qualquer olhar, mas ontem choveu o dia todo e o tempo cinza me fez lembrar nós dois. Parei pra escrever essa meia duzia de palavras pobres e que hoje, não te trazem sentimento algum. Hei moça, se eu dissesse que seria pra sempre, eu mentiria. Mas se eu dissesse que seria eterno, você entenderia?










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